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Índice CEAGESP variou -0,31% em janeiro

Publicado em 09/02/2024 14:48
O destaque do período ficou com o setor de Frutas

O índice de preços CEAGESP encerrou o mês de janeiro com variação de -0,31% ante uma variação de 5,09% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o índice apresentou variação de -2,62%. Com o resultado obtido, o índice encerrou o período apresentando um acumulado de 21,90% em 12 meses.

O destaque ficou com o setor de Frutas, que encerrou o período sendo o único a apresentar deflação (-4,83%) entre todos os setores analisados. Nos últimos 3 anos, esta foi a segunda maior deflação registrada pelo setor, perdendo apenas para janeiro de 2021, quando a variação de preços registrada foi de -4,94%.

Setorização

O setor de FRUTAS variou -4,83% ante uma variação de 2,69% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -4,20%. Dos 47 itens cotados nesta cesta de produtos, 44,7% apresentaram redução de preço. As principais reduções ocorreram nos preços de PITAIA (-56,23%), MORANGO COMUM (-32,91%), LIMÃO TAITI (-29,02%), GOIABA VERMELHA (-26,55%) e ABACATE GEADA (-23,56%). As principais altas ocorreram nos preços de MANGA TOMMY ATKINS (+80,76%), ABACAXI HAVAÍ (+39,22%), LIMÃO SICILIANO (+35,34%), MANGA PALMER (+26,48%) e COCO VERDE (+25,90%).

DESTAQUES: Com o resultado obtido no período, o setor de Frutas encerrou o mês com um acumulado de 21,64% em 12 meses.

A redução de preços no setor está ligada, principalmente, ao período de safra dos produtos: pitaia, limão, goiaba e abacate geada. O bom volume de oferta desses produtos no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) favoreceu a queda de preços. Por outro lado, a demanda por frutas “típicas de verão” tem se mantido aquecida e com isso elevado as cotações de preço, principalmente de manga, abacaxi e coco verde.

O setor de LEGUMES variou 4,06% ante uma variação de 16,34% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -0,88%. Dos 31 itens cotados nesta cesta de produtos, 54,8% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de CENOURA (+106,44%), INHAME (+47,17%), QUIABO (+45,92%), BATATA-DOCE ROSADA (+43,45%) e ABÓBORA JAPONESA (+37,19%). As principais reduções ocorreram nos preços de VAGEM MACARRÃO (-41,01%), ABOBRINHA ITALIANA (-40,62%), PIMENTÃO AMARELO (-40,05%), PIMENTÃO VERMELHO (-39,01%) e PEPINO COMUM (-29,15%).

DESTAQUES: Com o resultado obtido no período, o setor de Legumes encerrou o mês com um acumulado de 24,37% em 12 meses.

A alta do setor foi puxada, em grande parte, pela alta de preços ocorrida na cenoura. Nesta época do ano, as altas de preço dessa raiz são corriqueiras devido às chuvas de verão, que encharcam o solo e prejudicam a produção. O produto apresentou baixa qualidade e, consequentemente, redução no volume de oferta. No dia 10 o produto apresentou cotação máxima de R$ 7,71/kg. Ao longo do período, os preços médios da cenoura apresentaram baixa volatilidade e se estabilizaram em patamares elevados. A projeção é que o produto se mantenha com preços valorizados até meados de abril, quando historicamente costumam apresentar reduções.

O setor de VERDURAS variou 3,97% ante uma variação de -3,41% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 17,25%. Dos 39 itens cotados nesta cesta de produtos, 46,2% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de COENTRO (+161,68%), SALSÃO BRANCO/VERDE (+33,33%), ALHO-PORÓ (+30,80%), REPOLHO LISO (+30,51%) e ALFACE LISA (+15,07%). As principais reduções ocorreram nos preços de ESPINAFRE (-34,69%), ALFACE AMERICANA (-20,09%), BRÓCOLIS RAMOSO (-16,96%), RÚCULA HIDROPÔNICA (-13,56%) e ACELGA (-12,60%).

DESTAQUES: Com o resultado obtido no período, o setor de Verduras encerrou o mês com um acumulado de 22,54% em 12 meses.

O primeiro semestre do ano, normalmente, é um período no qual o setor de Verduras registra alta de preços. A combinação entre pancadas de chuva e, logo em seguida, a manutenção de temperaturas acima da média acabam gerando perdas à produção de hortaliças folhosas. Porém, neste ano a alta de preços foi menor do que as altas observadas em mesmo período de anos anteriores. O ciclo de alta do setor acabou sendo antecipado devido à presença de fenômenos climáticos extremos ocorridos ainda em 2023. Contudo, a tendência para o próximo período é de que os preços médios do setor se mantenham em alta.

O setor de DIVERSOS variou 14,67% ante uma variação de 8,27% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -9,76%. Dos 10 itens cotados nesta cesta de produtos, 80,0% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de BATATA LAVADA (+47,46%), ALHO NACIONAL (+23,65%), BATATA ASTERIX (+21,17%), COCO SECO (+5,50%) e OVOS DE CODORNA (+5,13%). As principais reduções ocorreram nos preços de CEBOLA NACIONAL (-13,68%) e OVOS BRANCOS (-2,07%).

DESTAQUES: Com o resultado obtido no período, o setor de Diversos encerrou o mês com um acumulado de 30,57% em 12 meses.

As batatas, principalmente a inglesa, continuaram puxando para cima o índice do setor devido às cotações médias de preços terem se mantido em patamares elevados. Nesta época do ano, 75% do volume de batata inglesa é proveniente da região Sul do país. A região em destaque foi atingida por fortes chuvas neste primeiro mês do ano e, com isso, o volume de oferta dessa variedade de batata se reduziu no ETSP. Contudo, há uma boa notícia: esse item encerrou o mês apresentando tendência de queda nos preços.

O setor de PESCADOS variou 6,06% ante uma variação de 0,31% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -0,39%. Dos 28 itens cotados nesta cesta de produtos, 57,1% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de ANCHOVAS (+52,33%), PESCADA BRANCA (+48,74%), BAGRE ÁGUA SALGADA (+41,08%), PEROÁ BRANCO (+34,96%) e BETARA (+29,14%). As principais reduções ocorreram nos preços de LULA (-33,23%), CAÇÃO AZUL (-26,12%), ATUM (-6,17%), ROBALO (-5,81%) e SALMÃO IMPORTADO (-4,55%).

DESTAQUES: Com o resultado obtido no período, o setor de Pescados encerrou o mês com um acumulado de 2,57% em 12 meses.

O aumento da demanda de espécies de água salgada tradicionais, como as pescadas e o ‘porquinho’ (peroá branco) pressionaram o setor, com altas de preços principalmente nessas espécies destacadas. O aumento de preços no setor só não foi mais impactado por conta de espécies com maior valor agregado como salmão, robalo e atum, que registraram reduções pontuais de preços, “segurando” dessa maneira o índice do setor de Pescados em patamares menores.

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Fonte:
Ceagesp

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