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Açúcar se ajusta na sessão desta 5ª feira depois de perdas expressivas registradas na véspera

Publicado em 07/12/2023 15:13 e atualizado em 07/12/2023 16:28
Annelise Izumi - Analista da Consultoria Agro do Itaú BBA
Mercado norte-americano caiu mais de 7% na última sessão e chegou a testar mínimas de cinco meses acompanhando fortes expectativas com a safra em andamento do Centro-Sul do BR e dados da Índia
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Açúcar se ajusta na sessão desta 5ª feira depois de perdas expressivas registradas na véspera

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As cotações futuras do açúcar finalizaram a sessão desta quinta-feira (07) com leve alta nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado teve suporte de um movimento de ajuste de posições após a despencada da véspera com alívio nos temores com a oferta.

O petróleo também contribuiu para a alta do adoçante no dia.

O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York teve valorização de 0,13%, a 23,03 cents/lb, com máxima em 23,93 cents/lb e mínima de 22,80 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato teve alta de 0,39%, negociado a US$ 646,10 a tonelada.

"O mercado já vem caindo desde a semana passada. E muito por causa do Brasil, porque a produção está entrando até dezembro e temos um volume maior do que estava se esperando. Nesse período, costuma chover um pouco mais e um outro ponto são os fundos especulativos que tem uma posição comprada muito grande", disse Annelise Izumi, analista da consultoria Agro do Itaú BBA.

O mercado, porém, não descarta a retomada do cenário negativo para o adoçante. Além do otimismo com a safra 2023/24 do Brasil, que está em andamento, e com a próxima, a Índia orientou as usinas de açúcar a não usar caldo ou xarope de cana para produzir etanol.

Com isso, Nova Délhi tenta aumentar a oferta de açúcar reduzindo a do biocombustível. Segundo a agência Reuters, a medida ajudará a reduzir o desvio de cerca de 2,14 milhões de toneladas de açúcar para a produção de etanol a partir do caldo de cana.

A Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) também informou nesta quinta-feira que a safra da Tailândia pode começar a partir do dia 10 de dezembro. Já os produtores do Nordeste da Austrália se preparam para um potencial ciclone.

No financeiro, o mercado do açúcar também encontrou suporte no dia do petróleo. As oscilações do óleo bruto impactam diretamente na decisão de produção das usinas do Centro-Sul, se serão mais voltadas para a produção do adoçante ou etanol.

MERCADO INTERNO

Os preços internos do açúcar permanecem em queda. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, ficou a R$ 155,71 a saca de 50 kg com desvalorização de 0,10%.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea, da Esalq/USP). Ainda assim, as cotações atuais operam acima das praticadas no mesmo período do ano passado, tendo em vista que usinas priorizam as exportações do açúcar.

Nas regiões Norte e Nordeste, o açúcar ficou cotado a R$ 155,48 - estável, segundo dados coletados pela consultoria Datagro. Já o açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 23,97 c/lb com desvalorização de 7,85%.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
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